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Candidíase oral: porque aparece, quando reaparece e sinais a não ignorar

A candidíase oral pode ser causada por uma série de factores e pode recorrer se a causa não for identificada. Explicamos-te porque surge, quais os sintomas que provoca e quando é melhor investigá-la.

A candidíase oral é uma infeção causada por um crescimento excessivo de fungos do género Candida, especialmente Candida albicans. Embora possa estar normalmente presente no organismo, certas circunstâncias favorecem a sua proliferação e o aparecimento de sinais clínicos na cavidade oral.

Além disso, o risco de candidíase aumenta em pessoas com um sistema imunitário enfraquecido e com determinados medicamentos, como antibióticos, inaladores de corticosteróides, próteses dentárias, diabetes e boca seca. Assim, nem sempre aparece como um episódio isolado: quando recorre, é importante avaliar se existe um fator predisponente local ou sistémico que favoreça a sua manutenção ou recorrência.

Causa e sintomas da candidíase oral

A OMS enumera vários factores que favorecem o desenvolvimento da candidíase oral: antibióticos, inaladores de corticosteróides, próteses mal ajustadas, má higiene oral e imunidade comprometida.

De facto, aponta explicitamente a“má higiene oral e uma dentição móvel” como elementos que podem criar um ambiente favorável ao crescimento excessivo de Candida na cavidade oral. Este facto enquadra-se muito bem na prática clínica dentária, onde muitas recidivas não dependem tanto do microrganismo como do contexto do paciente.

Em termos de sintomatologia, a OMS descreve a candidíase oral pela presença de lesões esbranquiçadas, dor ou picadas, dificuldade em comer ou engolir, fissuras nas comissuras e alterações do paladar. Esta é a apresentação mais comum e é importante porque, na prática clínica, o enfoque apenas nas placas brancas pode levar a que não se tenha em conta apresentações mais eritematosas ou menos conspícuas.

Porque é que a candidíase pode reaparecer

A recorrência indica normalmente que o fator predisponente ainda está presente.

A revisão de Carla Garcia-Cuesta, Maria-Gracia Sarrion-Pérez e José V. Bagán, da Universidade de Valência, insiste em que o tratamento não se deve limitar ao tratamento antifúngico, mas sim“corrigir os factores predisponentes“. Esta abordagem é particularmente útil para as clínicas dentárias e para os pacientes, uma vez que explica que a candidíase recorrente pode estar relacionada com xerostomia, implantes mal adaptados, efeitos secundários de medicamentos, doenças sistémicas ou alterações imunológicas, e que o tratamento apenas do episódio nem sempre evita um novo aparecimento.

Tratamento da candidíase oral

Na abordagem terapêutica, Garcia-Cuesta, Sarrion-Pérez e Bagán recordam duas ideias-chave:

  • O diagnóstico da candidíase oral é essencialmente clínico através de testes.
  • O tratamento deve ser apoiado pela utilização adequada de antifúngicos.

Assim, as medidas de higiene oral e o tratamento antifúngico tópico são geralmente suficientes nos casos ligeiros, enquanto o tratamento sistémico é reservado para os doentes refractários, intolerantes ou com maior risco de complicações.

Esta questão reforça a necessidade de compreender melhor o que está a acontecer na cavidade oral do doente quando a doença reaparece. Nestes casos, um teste microbiológico específico, como o Canditest da Periolab, pode ajudar a confirmar a presença de Candida albicans e fornecer um critério mais sólido para orientar o tratamento.

Prevenção e abordagem clínica

A prevenção volta a centrar-se nos factores predisponentes. A OMS recomenda uma boa higiene oral, o cuidado adequado das próteses dentárias, o controlo da diabetes, a prevenção do tabagismo e a utilização adequada de inaladores de esteróides. Lida a partir da clínica dentária, a mensagem é clara: quando a candidíase oral regressa repetidamente, não basta aliviar a lesão; é necessário rever o terreno biológico e os hábitos que facilitam a sua recorrência.

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