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Complexos Socransky em 2026: o que é que ainda é válido e o que é que precisa de ser qualificado?

A classificação complexa de Socransky tem-nos ajudado a compreender o biofilme periodontal durante décadas. E, no entanto, continua a gerar conversas porque é fácil, visual e clinicamente útil. Além disso, em 2026, dispomos de provas e ferramentas de diagnóstico que nos permitem interpretá-la com mais contexto: menos“cores” por si só e mais leitura clínica, monitorização e tomada de decisões.

Porque é que ainda hoje é útil

O trabalho clássico de Socransky et al. propôs comunidades bacterianas (“complexos”) que tendem a ocorrer em conjunto na placa subgengival e que se relacionam com parâmetros clínicos. Esta estrutura continua a ajudar a ler padrões rapidamente, especialmente quando pretendes obter uma primeira imagem do ecossistema antes de entrares no detalhe de cada taxon.

O que o complexo Socransky traz em 2026:

1. não se trata apenas de presença: a proporção e o contexto são importantes.
Encontrar bactérias associadas a complexos ligados à periodontite não equivale, por si só, à atividade da doença. A interpretação ganha valor quando integrada com a hemorragia, a profundidade de sondagem, a supuração, a mobilidade, os factores de risco e a evolução entre consultas.

2. Do “agente patogénico” à disbiose: o biofilme como um ecossistema.
A visão moderna coloca o foco no desequilíbrio ecológico (disbiose) e não num único microrganismo. Isto enquadra-se nas abordagens actuais à microbiota oral e à sua dinâmica, e ajuda a compreender por que razão a estabilidade clínica é tão dependente do ambiente local e da sua manutenção.

3. continua a ser válido como estrutura, mas estão agora disponíveis revisões e extensões.
Desde 1998, foram descritas novas bactérias e foram propostos agrupamentos actualizados que tentam refletir melhor o que vemos hoje na periodontite e na doença peri-implantar. Se usares o “Socransky” como mapa inicial, estas revisões ajudam a evitar uma leitura demasiado simplificada.

4. Peri-implantite: interpretação com os critérios actuais.
A classificação e a definição das doenças peri-implantares foram aperfeiçoadas com o consenso atual. Por conseguinte, quando o objetivo é avaliar a saúde peri-implantar, a mucosite ou a peri-implantite, quaisquer achados microbiológicos devem ser incluídos nos critérios clínicos e de diagnóstico acordados por consenso.

No Periolab acreditamos que a microbiologia acrescenta valor quando se traduz em decisões claras e acompanhamento. Se quiseres, conta-nos o teu caso e ajudar-te-emos a interpretar o relatório com critérios clínicos e uma abordagem prática.

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