A deteção precoce do cancro oral pode salvar vidas. E, em grande parte, começa num local muito específico: o consultório do dentista.
As evidências clínicas e a experiência dos cuidados de saúde concordam num ponto-chave: o diagnóstico precoce é o elemento mais importante na redução da mortalidade, e essa deteção cabe aos profissionais que exploram a cavidade oral com mais frequência.
Em Espanha, o cancro oral tem um prognóstico complexo, com taxas de sobrevivência a 5 anos que não ultrapassam os 50% nos dados comunicados pelos meios profissionais, em grande parte devido ao diagnóstico tardio e à recorrência.
Porque é que nos atrasamos no rastreio do cancro oral
Como assinala um artigo do Dental Tribune, o cancro oral em Espanha tem uma elevada taxa de mortalidade devido ao facto de a sobrevivência não ultrapassar os 50% aos 5 anos. Um dos factores que mais penaliza este prognóstico é o facto de o diagnóstico ser muitas vezes feito em fases avançadas da doença.
Infelizmente, mais de 90% dos cancros da cavidade oral são carcinomas de células escamosas, que ocorrem na mucosa da boca. O desenvolvimento do cancro oral está associado a múltiplos factores de risco, sendo os principais, em Espanha, o consumo de tabaco e de álcool e uma saúde oral deficiente, incluindo má higiene, falta de dentes, falta de saliva ou traumatismos crónicos, entre outros.
A boa notícia é que, na medicina dentária, existe uma grande oportunidade para a prevenção secundária: identificar lesões suspeitas antes de progredirem e encaminhar/confirmar o mais cedo possível.
Sinais de alerta de lesões orais
Sem alarmismo, mas com método: há lesões ou achados que merecem uma avaliação mais aprofundada, sobretudo se persistirem, se alterarem ou não tiverem uma explicação clara. O juízo clínico e a evolução imperam, mas estes exemplos requerem muitas vezes uma atenção especial:
Úlceras que não cicatrizam.
Placas brancas ou vermelhas persistentes (leucoplasia/eritroplasia).
Lesões exofíticas, massas ou nódulos.
Lesões pigmentadas novas ou alteradas.
Estudo anátomo-patológico de lesões orais
Nas lesões orais, o exame clínico pode fornecer orientações, mas nem sempre permite um diagnóstico definitivo. Nestes casos, a análise histopatológica é fundamental: permite estabelecer um diagnóstico preciso e é essencial para definir o prognóstico e a abordagem terapêutica.
É aqui que o estudo anátomo-patológico de Periolab actua como apoio ao fluxo clínico, fornecendo confirmação por biópsia de tecido.
O que analisa:
Biópsia de tecidos (lesões da mucosa oral).
Tempo estimado para os resultados:
8-15 dias a partir da receção da amostra no laboratório.
Protocolo clínico:
Colheita de amostras: localiza e retira a lesão, coloca-a num frasco completamente cheio de formalina e envia-a para o laboratório.
Análise anatomopatológica: emissão de um relatório com uma descrição pormenorizada do tecido.
Resultado: diagnóstico diferencial para determinar o grau de benignidade ou malignidade.
Se na tua prática clínica queres reforçar a abordagem preventiva do cancro oral com um circuito claro para o estudo das lesões, o teste de anatomia patológica de Periolab permite-te enviar a amostra e receber um relatório para orientar o diagnóstico diferencial.

