Dr. César Muelas: "Não consigo conceber a periodontia sem testes microbiológicos".
O diretor do Mestrado em Periodontologia e Cirurgia Oral da Universidade San Pablo CEU defende o diagnóstico microbiológico como a base do tratamento periodontal moderno e aponta o Periolab como um aliado fundamental para o dentista.

O Dr. César Muelas dedica-se à periodontia clínica e à cirurgia oral há mais de duas décadas. Atualmente dirige o Mestrado em Periodontologia e Cirurgia Oral da Universidade San Pablo CEU e exerce a sua prática na clínica EME Dental (Madrid). O seu trabalho centra-se em três pilares: diagnóstico microbiológico das doenças periodontais, terapia antimicrobiana e regeneração óssea guiada.
Numa conversa recente, o Dr. Muelas foi direto:“Há mais de 10 anos que peço exames microbiológicos aos meus pacientes… e não consigo conceber a periodontia sem eles“. Para ele, tratar a periodontite sem conhecer o perfil bacteriano do paciente é“trabalhar às cegas“.
A periodontite não é uma doença única: é causada por combinações específicas de agentes patogénicos periodontais, que são diferentes em cada caso.
Durante a entrevista, o Dr. Muelas salienta que o controlo microbiológico não só é importante na fase inicial do tratamento periodontal, como também é decisivo quando se planeiam procedimentos de regeneração óssea .
Antes de proceder à regeneração, tem de se confirmar que o ambiente é microbiologicamente estável. Se for detectada uma carga bacteriana elevada ou agentes patogénicos particularmente agressivos, como Aggregatibacter actinomycetemcomitans ou Porphyromonas gingivalis, o Dr. Muelas não inicia a regeneração até que a área tenha sido desinfectada.
Segundo a sua experiência, esta é a única forma de manter os resultados da regeneração a longo prazo e de reduzir o risco de colonização bacteriana do enxerto.

Porque é que o diagnóstico microbiológico é importante
De acordo com o Dr. Muelas, a introdução da microbiologia na rotina periodontal muda completamente a forma de trabalhar na clínica:
TRATAMENTOS PERSONALIZADOS
Um doente com uma predominância de Porphyromonas gingivalis não é tratado da mesma forma que um doente com Fusobacterium nucleatum. A identificação dos agentes patogénicos presentes permite que o regime antimicrobiano e o plano mecânico sejam adaptados especificamente a esse doente.
CONTROLO OBJECTIVO
A repetição do teste após a fase terapêutica permite-nos saber se a intervenção - quer se trate de raspagem, desinfeção mecânica intensiva ou antibiótico - funcionou realmente. Não se trata apenas de perceção clínica: são dados.
CONFIANÇA NO PACIENTE
Fornecer ao paciente um relatório microbiológico claro e compreensível aumenta o envolvimento do paciente e a sua adesão ao tratamento, porque compreende o que está a acontecer na sua boca e porque é que cada passo é prescrito.
Como funciona a amostragem periodontal
O processo de recolha de amostras periodontais para o dentista é simples e pode ser totalmente integrado numa consulta periodontal ou de peri-implantite. A amostra subgengival é recolhida com pontas de papel ou zaragatoas esterilizadas, que são inseridas durante alguns segundos no sulco ou bolsa periodontal e absorvem o fluido crevicular e, com ele, a flora bacteriana presente. O laboratório elabora então um relatório pormenorizado com o perfil bacteriano do paciente.
“O relatório que o Periolab fornece facilita-te a vida: não recebes apenas uma lista de bactérias, recebes uma interpretação clínica e um apoio à decisão terapêutica“, explica o Dr. Muelas. Para o médico, isto significa reduzir a incerteza e ganhar precisão.
A mensagem para a clínica é clara
Aos dentistas que ainda não pediram um teste microbiológico periodontal, o Dr. Muelas tem um convite muito específico para eles: experimenta.. Define-o como“fácil, rentável e diferencial“. Diferencial porque posiciona a clínica perante o paciente como um centro que não se limita a“limpar bolsas“, mas que pratica uma medicina periodontal personalizada e baseada em dados.
Assim, o Periolab colabora com clínicas periodontais e de implantologia para fornecer análises microbiológicas periodontais e peri-implantares e relatórios interpretados que ajudam o médico a tomar decisões terapêuticas com base em agentes patogénicos específicos. O objetivo é simples: que o médico trabalhe com precisão e que o paciente receba uma periodontia médica, mensurável e rastreável.
Em poucas palavras: os testes microbiológicos já não é“algo avançado para casos complexos“, é a nova base para o diagnóstico periodontal e uma ferramenta indispensável para planear a regeneração óssea num ambiente controlado.
Queres integrar o diagnóstico microbiológico no teu protocolo periodontal ou de peri-implantite?
No Periolab acompanhamos-te durante todo o processo.
